Introdução: um dia de alegria, não de terror
“Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude. Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque, ante a face de יהוה, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade.”
O ensino da Bíblia com respeito a um futuro dia de julgamento para toda a humanidade é tanto tranquilizador como inspirador de esperança. É consequente com o convite citado em nosso texto de que todos se regozijem porque יהוה vem para julgar “o mundo com justiça, e os povos com sua verdade”.
O apóstolo Paulo confirmou a vinda deste dia enquanto discursava no Areópago. Disse aos reunidos naquele lugar que יהוה tinha estabelecido um dia no qual “julgará o mundo com justiça” mediante Jesus, o Messias, e que deu certeza disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. (Atos 17:31)
O futuro dia de julgamento que יהוה proporcionou em seu plano de salvação é mais que um tempo quando as recompensas serão dadas aos justos e os castigos repartidos aos maus. Será também um período de prova, durante o qual o povo terá a oportunidade, sobre a base de um pleno conhecimento das questões implicadas, de escolher entre a obediência a יהוה e a desobediência, entre a justiça e a injustiça.
Isto significa que o dia do Julgamento não é um dia comum de vinte e quatro horas, mas, como ensina a Bíblia, uma era inteira de mil anos. De fato, são os mesmos mil anos durante os quais o Messias reinará sobre a terra, já que será tanto Juiz como Rei. Os seguidores fiéis de Jesus durante esta era serão reis associados com ele durante aqueles mil anos, e também participarão com ele na obra de julgar o mundo. (Apocalipse 20:4; 1 Coríntios 6:2)
Estes ensinos formosos e harmoniosos da Bíblia são ocultados pelo conceito errôneo de que o destino eterno de cada indivíduo é irrevogavelmente decidido por יהוה quando morrem. Não há nenhum apoio bíblico para este pensamento (salvo quanto àqueles que aceitam Jesus, o Messias, e que consagram suas vidas ao serviço divino nesta era). Ao invés disso, Jesus definitivamente declarou que aqueles que não aceitam seus ensinos não são julgados agora, mas mais tarde.
“E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo... a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.”
Quão maravilhosamente isto harmoniza com a promessa em nosso texto de que naquele futuro dia do Julgamento feliz as pessoas serão julgadas pela verdade, pois as palavras de Jesus são seguramente verdadeiras.