Introdução: O que Deus realmente quer?
Muitas igrejas hoje ensinam que a Lei foi abolida. Dizem que já não precisamos seguir os mandamentos da Torá, porque “vivemos debaixo da graça”. Mas curiosamente, quando o assunto é o dízimo, essas mesmas igrejas insistem que ele ainda deve ser praticado. Um tanto estranho, não? Se a Lei acabou, por que manter justamente essa parte? E por que transformar o dízimo em uma obrigação financeira, muitas vezes usada para sustentar templos luxuosos e líderes religiosos que vivem como reis?
A verdade é que o conceito de dízimo foi completamente distorcido ao longo do tempo. O que era para ser um ato de fé, de amor ao próximo e de justiça social, se tornou um sistema de cobrança. Hoje, muitos são ensinados a acreditar que, se não entregarem 10% do salário a determinada instituição, estarão “roubando de Deus”. Mas será que isso é o que a Bíblia realmente ensina?
Se você ler as Escrituras sem a lente ocidental, vai perceber que o dízimo bíblico era algo muito diferente. Ele era uma forma de manter o povo unido, de garantir que ninguém passasse fome e que o serviço do Templo continuasse. Ou seja, era parte de um sistema que visava equilíbrio, comunhão e cuidado mútuo.
No Tanakh (as Escrituras Hebraicas), o dízimo tinha três objetivos principais:
- Sustentar os levitas, que serviam no Templo e não possuíam terras;
- Financiar as festas em Jerusalém, onde o povo celebrava a bondade de Ya’ô juntos;
- Ajudar os pobres, órfãos, viúvas e estrangeiros a viverem com dignidade.
O propósito era garantir que ninguém ficasse de fora, era um meio de manter viva a solidariedade e a santidade. Mas o que aconteceu foi que, com o passar dos séculos, o mandamento foi distorcido, as pessoas começaram a dar não por amor, mas por medo e com pesar. Acabou se tornando um sistema de cobrança para instituições religiosas e pastores lucrarem. Para confirmar tal fato, pergunte-se: as instituições fazem prestações de contas no final do mês? As pessoas nem sabem para onde seu dinheiro suado está indo.
O que Deus quer é o nosso caráter transformado, não o dinheiro! Ele quer ver o reflexo da Sua generosidade em nós.